ESSUAlg PARTICIPA EM CONSÓRCIO SOBRE ENVELHECIMENTO

ESSUAlg PARTICIPA EM CONSÓRCIO SOBRE ENVELHECIMENTO

A Universidade do Algarve (UAlg) assinou, no dia 4 de fevereiro, um protocolo de colaboração com a Universidade de Salamanca (USAL), a Direção-geral de Saúde (DGS), Portugal, e a Fundação Geral do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), Espanha, que pretende tornar-se numa referência internacional, num dos desafios prioritários para a nossa sociedade: o envelhecimento da população.

A identificação do envelhecimento como uma linha estratégica de trabalho é o objeto central desta parceria, formalizada por Daniel Hernández Ruipérez, reitor da Universidade de Salamanca, António Branco, reitor da Universidade do Algarve, Francisco George, diretor-geral da Saúde, e Miguel García Guerrero, diretor-geral da Fundação Geral do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC). Estiveram ainda presentes nesta assinatura Óscar González Benito, diretor-gerente da Fundação Geral da Universidade de Salamanca, Pedro Graça, Chefe de Divisão de Promoção de Estilos de Vida Saudável da Direcção-Geral de Saúde, José Luis de Miguel, diretor de Análise, Estratégia, Programas e Projetos Geral CSIC Foundation, Juan Tomáz Martín, presidente da Wikisaber.es, Barbara Soares, coordenadora do Centro Virtual de Envelhecimento em Portugal, e Nídia Braz, professora e investigadora do Centro de Estudos e Desenvolvimento em Saúde (CES) da Universidade do Algarve.

A sociedade está a enfrentar um envelhecimento global, devido ao aumento progressivo da esperança de vida às taxas de natalidade reduzidas. Tudo isto está causar uma alteração nas pirâmides populacionais e, consequentemente, a trazer implicações sociais e económicas importantes.

Os cenários futuros de vários estudos populacionais alertam para um aumento, em todo o mundo, desta faixa etária da população (mais de 65 anos), prevendo-se um crescimento de mais de 21% até 2050. Estas previsões, tanto em Portugal como em Espanha, situam-se acima dos 30%. Uma vez que este efeito é especialmente relevante nos dois países, é necessário propor um desafio futuro para a sociedade para uma maior longevidade, com mais saúde e melhor qualidade de vida da população.

Recorde-se que, em 2007, o Programa das Nações Unidas sobre o Envelhecimento e a Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria instituíram o que ficou conhecido como a “Agenda de Investigação sobre o Envelhecimento para o século XXI” (Research Agenda on Ageing for the 21st Century), estabelecendo uma série de prioridades na investigação sobre o Envelhecimento que este protocolo quer impulsionar, tendo em conta as capacidades de investigação dos sistemas de I+D espanhol e português aplicadas ao Envelhecimento, e o potencial transdisciplinar das temáticas. Esta transdisciplinaridade é a característica que os parceiros deste Acordo-Quadro de Colaboração querem incorporar na visão e compreensão do Envelhecimento. Esta ideia resulta da convicção de que as abordagens transdisciplinares na resolução de problemas permitem obter soluções que, de outra forma, seriam mais difíceis ou, pelo menos, mais lentas de se conseguir.

O trabalho de preparação deste acordo desenvolveu-se conjuntamente nas universidades do Algarve e de Salamanca desde o final de 2013. Durante este período, realizaram-se reuniões de trabalho na UAlg e na USAL, e a professora Nídia Braz participou, em Salamanca, no I Encuentro de Investigadores para el Envejecimiento, onde apresentou as linhas de trabalho que integram o Centro de Estudos e Desenvolvimento em Saúde aceites pela European Innovation Partnership on Active and Healthy Ageing (EIP-AHA). Nídia Braz é autora e tem participado em vários estudos nesta área, em temáticas como o “Envelhecimento saudável e ativo” e a “Avaliação geriátrica global da população do Algarve”.

São objetivos deste acordo dinamizar a formação pós-graduada e a formação contínua de modo a elevar a capacitação científica e profissional dos graduados para dar resposta aos novos desafios da sociedade envelhecida. Pretende-se ainda promover a internacionalização das universidades e a sua cooperação com a comunidade, dando particular destaque às suas relações com as empresas e outros agentes sociais, que permitirão estimular as atividades de investigação e a transferência de conhecimento e tecnologia, promovendo a investigação multidisciplinar que as modificações próprias do envelhecimento suscitam. Será instituído um Espaço Transfronteiriço sobre o Envelhecimento.